novembro em macau – dia 4

saudações caros leitores,

hoje escrevo-vos com algum atraso e volto a desculpar-me com o jet lag. está cada vez mais fácil de existir, mas o cansaço ainda reside em mim, e depois de um dia cheio penso que preciso sempre de algum tempo para o digerir, na totalidade. hoje escrevo-vos sabendo que terei um teto diferente – a magnifica new york asiática – Hong Kong.

Se tivesse de expressar isto em termos portugueses diria que Lisboa está para Hong Kong como Macau está para o Barreiro (mas na verdade este é um exemplo péssimo, salvo o facto de se puder ir de barco em ambos estes trajetos). Macau é muito diferente do Barreiro, e vice-versa. Não acredito que desperdicei tanto tempo deste post a falar de um hipotético barreiro asiático.

de volta ao essencial- comecei o dia com mais calma do que é habitual – tomámos o pequeno-almoço no café-taberna ao lado da nossa barraca – “Hon Kee Cafe” – pedi, como de habitual, um pão com ovo e queijo e um café com leite (com lactose, por falta de opção) e por volta da hora de almoço voltámos exatamente ao mesmo sítio para almoçar com a Inês – pedi noodles com frango e coca-cola com gelo e limão. já depois do almoço seguimos para macau e fui procurar ténis – não encontrei os que queria. aproveito para comentar sobre a minha primeira experiência no clima habitual de macau – 24º de temperatura com 91% de humidade (sim – 91%). andei por macau sem guarda-chuva, numa chuva miúda e num calor húmido geral. depois fui ter com a joana à escola primária para darmos aulas de teatro a crianças de cinco anos. foi extremamente divertido, por adorar crianças, e depois de 45 bons mas exaustivos minutos – o david deu-nos boleia da escola à estação de ferry’s, onde viajámos até Hong Kong.

antes de entrarmos no barco, no entanto, tivemos de jantar, então comemos no Mc Donald’s, já que dentro da estação a variedade é perto de nula. comi uma opção que não há em portugal (Angus Burguer) e uma coca-cola zero. em termos de pontuação diria que foi bastante normal e igual a muitos outros hamburgueres (7/10). e comprei um grimace hat!

no barco foi uma curta viagem de menos de uma hora e quando chegámos a hong kong já era de noite, e felizmente não chovia. consegui ver um pouco da cidade no caminho da estação ao hotel (mini central) e tirei algumas fotos. aproveito mencionar fotografias para avisar que todas as fotos que aqui ponho estão completamente cruas – depois de um dia de vida e de descrever o meu dia não consigo, de forma alguma, ter a energia e capacidade de editar o que quer que seja – vem diretamente da câmara para vocês!

no hotel descobrimos que as toalhas que nos dão são tão finas como guardanapos, mas sobrevivi ao banho e fui dormir.

obrigada por lerem e acompanharem, como sempre.
não vos tomo como garantidos. abraços enormes para os meus incriveis leitores. amanhã descreverei-vos um dia especialmente diferente.

até já,

guida, hong kong.


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Comentários

Respostas de 2 a “novembro em macau – dia 4”

  1. Avatar de frecklyfrog

    OMG GUIDA TOU PASSADA COM ESTAS FOTOSSSSSSS! simplesmente as duas primeiras dos predios que lindo. e do senhor a ler o livro. (e eu comsegui ler “lugar…..hong kong…..você” na foto que puseste no inicio do texto)

    deve ser mesmo interessante conseguires saltitar entre estes 3 sitios tao diferentes uns dos outros. e eu amei a comparação com o barreiro kskssksk

    por curiosidade, voces e aula de teatro no jardim de infância tem alguma coisa a ver com serem tugas? i always wonder se têm alguma prioridade/se procuram tugas ai pra macau. either way eu ameiiii ver um nome tao tuga no JI. acho sempre tao engraçado

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    1. boas aninhas,
      de facto devo dizer que em todas as fotos desta minha viagem – não tive de fazer nada. nunca antes tinha estado num sítio tão fácil de fotografar – todos os frames eram dignos de emoldurar – cada sítio para onde olhava parecia um still de um filme – foi dos sítios mais naturalmente bonitos que já estive – tanto macau, como hong kong, como zhuhai.
      já em relação à tua questão- o JI é um dos vários locais de ensino portugueses, que ainda existem em Macau. não diria que há uma “prioridade” para com os tugas, mas é claro que quem tem português como “lingua-mãe” vai ser especialmente requisitado neste trabalho – pelo que me foi transmitido, e só para dar algum contexto sobre o número de portugueses/comunidade portuguesa ainda aqui existentes – há ainda um número de portugueses suficiente grande em macau para abrir quatro escolas completamente portuguesas (mas penso que só hajam duas sobreviventes). aqui todos os miudos falam português, as aulas são em português, e tudo funciona como qualquer escola ou jardim de infância em Portugal (mesmo sendo muitas das crianças bi-lingues).
      obrigada por ires acompanhando tudo! ❤

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