novembro em macau – dia 1

bom dia caros leitores,

espero que se encontrem bem!

hoje escrevo-vos sobre o meu primeiro dia inteiro em macau.
assumo que estou a escrever isto na manhã do dia seguinte, dado que não tive capacidade para escrever nada ontem à noite – ao contrário daquilo que, egocêntricamente, previa – não sou imune ao jet lag, e estar acordada depois das 17h foi ontem um enorme desafio.

primeiro – a pedido da ana- passo a explicar o que aconteceu durante a viagem para cá, de acentuada aventura. no post anterior fui misteriosa sobre esta situação (mas apenas por sono). além de puder partilhar isto com a ana, é sempre bom ficar aqui registado.


voltando ao primeiro dia completo em macau – acordámos cedo e fomos para macau (centro). estamos atualmente a viver em coloane e, por norma, apanhamos o autocarro 25 para ir para macau, taipa, etc…
como a minha guia turística se encontrava a trabalhar – acabei por explorar macau por minha conta (e tive a minha primeira experiência de gritarem comigo em chinês! – yay!).

andei de um lado para o outro a tirar fotografias e a filmar e dei por mim, várias vezes, a sorrir. a joana deu-me uma missão- ir comprar um cartão sim. ela disse-me para ir falar diretamente com as pessoas ao balcão, que me iam logo ajudar a fazer o set up do meu primeiro número chinês mas como sou uma pessoa algo introvertida – encontrei uma máquina onde conseguia comprar um cartão e assim o fiz – desculpa joana, mas tenho um número chinês! E este passo foi importante para ter uma conta MPay, que é a forma de pagamento mais eficaz por estes lados (tudo digital, em todo o lado).

Comemos dumplings na pausa de almoço da joana, e quando ela voltou eu tornei a andar por macau, sem destino. acabei por ir para uma parte mais fabril/zona de pescadores, e foi incrível. foi também nestas voltinhas que levei na cabeça, numa lingua que não percebo (muito eficaz, muito intimidante), e antes que me perguntem o que fiz – estava a tirar foto a um prédio (câmara a apontar para cima, a apanhar várias camadas de prédios) e suponho que a senhora assumiu que a estava a filmar. tentei responder em inglês mas permaneceu chateada comigo, ainda na sua lingua nativa. é muito estranho sentir-me tão turista, mas está a ser uma experiência muito interessante.

depois da joana sair do trabalho fomos buscar café e pude finalmente reencontrar uma caríssima persongem de macau – margarida vidinha!
a vidinha veio ter connosco e rapidamente pôs tudo em ordem – dinheiro na minha conta (por intercâmbio dela), arranjei medicação diária (que tinha deixado em portugal) e foi-me apresentada uma incrível loja de discos (onde a aficionada musical vidinha comprou um vinil dos abba) – gravei este momento em vídeo, eventualmente partilharei por aqui!

depois assentámos num café-restaurante, onde as garrafas de cerveja iam surgindo e desaparecendo, e onde bebi uma coca-cola com gelo, enquanto gradualmente me ia caindo o peso do tão aguardado jet lag. conheci também outra personagem de macau – a inês, e acabámos por ter todas uma tarde muito divertida, de conversa, convívio e noodles com carne e pimenta.
lá pelas 17 horas conseguia ouvir a conversa e responder, por vezes, mas sentia o peso do meu corpo de uma forma absurda – o cansaço físico, a cabeça a latejar e tudo em mim a suplicar para voltarmos à barraca e deixar-me dormir. no entanto – aguentei-me e ainda fomos passear o caju (cão da vidinha – um amorzinho de cão).

quando chegámos a casa fui tomar banho e queria vir escrever-vos algo mas a joana, responsavelmente, mandou-me ir dormir. depois de um enorme ataque de riso (proveniente, sem dúvida, de um cansaço extremo) caí para o lado e acordei hoje (05/11) às 7h da manhã. deixo-vos agora algumas fotos deste meu primeiro dia de deambulação macaense e retiro-me, já que tenho de dar um pulito à china e voltar a tempo de jantar.

estou feliz, mas exausta, mas feliz. obrigada joana e obrigada vidinha e obrigada inês e obrigada caju e obrigada a vocês, como sempre, por me irem acompanhando. trago-vos aos ombros, a todo o lado que vou (mas escondam-se, que as fronteiras aqui não são brincadeira nenhuma).

até já,

guida, macau.


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prometo que não será um spam louco, já que tendo a procrastinar no escrever destes textos. se quiseres um lembrete sempre que decidir partilhar palavras com o mundo, basta emprestares-me o teu e-mail, na caixinha abaixo. obrigada por seres um leitor!


Comentários

Respostas de 2 a “novembro em macau – dia 1”

  1. Avatar de frecklyfrog

    que dia insano omg, mas amei ler!!

    e o que sentiste durante o voo é super valido eu acho qhe faria exatamente o mesmo. e a cima de tudo, ainda bem que teve um final feliz no fim e o que parecia o pior lugar era mesmo o melhor

    E OBRIGADA POR TODO O AUTOCARRO CONTENT!!!!!!!!!!!!!!! eu vi ali a fotinha da paragem hehehe es grande guidita

    e eu morria com a chinesa a gritar comigo. és forte se nem choraste

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  2. faz tudo parte da experiência e, na verdade, é sempre bom ter histórias a contar. não é todos os dias que posso dizer que dei por mim a deambular em macau com uma senhora a gritar-me em cantonês. continuarei com o autocarro content (e com outros transportes)!!

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