macau em lisboa (e em mim)

saudações caríssimos e fieis leitores,

escrevo-vos hoje, no dia que faz um mês que retornei a portugal. e assumo este meu romper de palavras como um fechar deste capítulo, que – como qualquer boa viagem- nunca se fechará completamente.

antes de entrarmos em macau, é preciso dar um certo contexto da minha inexperiência geral nisto de viajar – antes desta região chinesa apenas terei visitado inglaterra, bélgica e espanha (isla mágica, mais concretamente) – este pequeno facto já altera as coisas, por si só- ao só agora passar a entender a necessidade e crescimento que viajar nos gera.

devo admitir que não tinha noção do quanto estava a mudar enquanto deambulava por macau e isto parece-me ser a metáfora perfeita para tudo um pouco, no mundo – só nos apercebemos que estamos a crescer quando olhamos um pouco para trás e notamos a diferença abismal que nos rodeia. da mesma forma que só notamos na diferença vocabular que um livro nos traz quando passamos a escrever de forma diferente. a vida ali foi acontecendo e só no retomar das minhas origens é que notei o quanto as duas semanas (e pouco) me mudaram.

e foi exatamente a caminho da universidade – destino que me era pouco mais que rotina há menos de um mês – que me apercebi de estar a viver o que me pareceu ser uma realidade alternativa à qual me teria agora de ajustar. admito que este meu ano tem sido uma montanha-russa entre a juventude e a vida adulta, e crescer é saber que, de facto, ando a vaguear entre esses dois estados, sem saber muito bem a qual deles pertenço, e a qual deles quero pertencer. desde que aterrei que sinto que a minha cabeça pouco está a saber aguentar com o tanto que vi, ouvi, retratei e conheci. vivi uma vida que rapidamente percebi ser minha, e parecia agora andar a tentar perceber onde estou, e a voltar a habituar me a estar em portugal, como portuguesa, mesmo sentindo que uma parte de mim ficou para trás – nas pessoas, nos sítios e naquilo que para sempre será, em parte, meu.

apercebo-me, também, que, por mais mágoa que já tenha sentido ao longo dos meus dias, há sempre novas dores e farpas que me eram desconhecidas, e assim confesso ter pouca experiência nisto da despedida constante, que vem com a imigração e a distância, já que passei a ver macau como uma terra de despedidas e digo-vos que não é para os fracos, nesse sentido.

macau é uma vida diferente do que alguma vez experenciei- é um mundo diferente, com um ritmo distinto, e uma forma de viver atípica, ou culturalmente díspar. pode partilhar nomes de ruas com lisboa, mas há também uma mágoa refletida, que ecoa por muitos dos portugueses, que lá vivem. obviamente esta é uma visão com dois lados- há razões para ficar, e razões para deixar portugal em busca de outros objetivos e melhores formas de vida mas, sem retirar o bom que macau oferece, a saudade e o adeus constante tomam uma real forma, neste local e nunca pensei aperceber-me tanto disso, no curto tempo que por lá estaria.

muito daquilo que retirei da minha viagem, no entanto, foram as pessoas- não senti que fui turista, mas senti sim que experenciei parte da vida macaense, com tudo o que isso inclui- reconheci a mágoa e a apatia que a despedida traz (ora triste, ora habitual) e reconheci o amor e bem-estar, simultaneamente. conhecer macau foi conhecer quem o habita, e não poderia estar mais grata pelas pessoas que se deixaram conhecer, por mim. por isso mesmo, não poderia deixar de me dirigir agora a elas.

à sara e à rita– embora tenha sido pouco o nosso tempo partilhado- posso admitir que adorei conhecer-vos e não poderia, de forma alguma, deixar de vos agradecer por me terem deixado fazer parte dos vossos jantares, trabalhos, e momentos, e por me terem feito sentir parte de macau. agradeço-te em especial a ti, sara, por me deixares acompanhar-te na APA e reforço, uma vez mais, aquilo que foi experenciar os teus dias- o carinho e atenção com que vives a tua rotina, num trabalho que te é mais que um trabalho é lindíssimo de se ver. o projeto por ti criado parece-me ser algo que devia pertencer e ser conhecido por todo o mundo — o apoio, o amor e o carinho que dás aos animais (e consequentemente aos respetivos donos) foram dos mais recentes e incríveis privilégios que tive o prazer de acompanhar. obrigada por me dares a conhecer à APA e ao trabalho incrível que lá fazes, e obrigada por, entre trabalhos, me dares a conhecer mais sobre macau, a sua história, e os seus locais. com vocês senti que pude conhecer pedaços reais da vida macaense, que de outra forma me seriam impossíveis de conhecer. obrigada por terem sido vocês, e me deixarem ser eu, a vosso lado. (e sara — eu juro que assim que não estiver a ser asfixiada com exames — o vídeo da APA será a minha mais essencial prioridade.)

à (outra) rita – estou muitíssimo grata por te ter conhecido e não poderia deixar de te agradecer pela tua enorme simpatia e disponibilidade, ao me receberes na tua casa, com a tua gata frida (e a sua gata gatilde) e por me ofereceres uma refeição de conforto, partilha e conversa. acabou por ser também pouco o tempo que partilhámos, mas estou profundamente agradecida por me teres deixado pertencer ao teu espaço, ao teu dia, e aos teus (e por me dares uma nova perspetiva sobre o trabalho de um advogado – todo o meu prévio conhecimento veio de ver Suits, e nem sempre as coisas são assim tão americanizadas.)

à inês – caríssima amiga (e irmã mais próxima, na idade)- foi um enorme privilégio puder conhecer-te, em região chinesa. foste uma pessoa fascinante com quem pude partilhar momentos e será um enorme privilégio puder rever-te, num futuro próximo. além de seres uma pessoa incrível, engraçada, disponível e querida – foi incrível conhecer a tua história e o teu desenrolar de amores pela ásia. acredito (e quero acreditar) que não será a tua última vez em macau, em hong kong, e em todos os pontos asiáticos que te sejam favoritos. sei também que, qualquer que seja o futuro que te espere- vais sempre conseguir brilhar, com esse teu sorriso contagiante, e com o teu riso sincero. aproveito também para partilhar, aqui entre autora e leitores, sobre o momento que partilhámos, quando já estava cá, em terreno lusitano, e aguardava por um documento da APA, no aeroporto de Lisboa- vejo uma cara familiar passar, e ser recebida por uma familía completa e feliz de a receber- despedi-me da inês no seu ultimo dia em macau, e acabei por, sem qualquer aviso, vir recebê-la, em Lisboa. foi um momento de puro e simpático destino, e é bom puder dizer que já nos abraçámos, neste país que nos viu nascer às duas. inês- vou aproveitar que, por agora, estás cá, para usufruir desse cafézinho e/ou cerveja, num futuro breve. já que estamos mais perto- digo-te até já. e obrigada por teres sido uma surpresa tão bonita, nas personagens macaenses com quem fui cruzando dias.

à angie – querida angie, além de teres sido das primeiras pessoas a quem a joana me apresentou, nesta minha viagem, foste um ponto muito positivo na minha introdução a macau. embora tenhamos partilhado um espaço de tempo bastante curto- agradeço-te pelo jantar e pela conversa, e por teres dado também um pouco mais de contexto sobre este teu local, que visitei.

à karen– obrigada por teres sido também uma surpresa nesta minha viagem e por teres sido, desde o primeiro segundo em que atendi a nossa chamada- uma pessoa extremamente querida, simpática, engraçada e disponível. além de ser muitíssimo interessante conhecer alguém que conhece a joana há muito tempo (e saber detalhes e histórias da carreira antiga da minha amiga macaense), prezo em saber que és uma amiga muitíssimo presente e preocupada com a nossa pessoa em comum. foi um enorme privilégio partilhar o final de tarde/noite contigo, e ter tido a oportunidade de pudermos falar durante bastante tempo, ainda que apenas por uma noite. senti que retirei bastante das nossas conversas- sobre macau, sobre o trabalho que desenvolves como jornalista, sobre ti e sobre tudo um pouco. foste uma surpresa fascinante também nesta minha viagem, e espero, como todos os personagens aqui em cima mencionados, puder retomar conversas contigo num eventual futuro, em que voltamos a cruzar caminhos. obrigada por teres feito tempo para mim e pela simpatia constante, no curto tempo em que estivemos juntas!

ao cris – agradeço-te imenso por retirares umas horas do teu dia para falar comigo e por teres sido uma das opiniões mais positivas e soltas que fui captando, ao longo da minha estadia. obrigada pelas explicações mais burocráticas dos pontos positivos macaenses- desde as conquistas económicas e de progressão de carreira, aos aspectos especialmente positivos de começar um negócio em macau- a tua perspetiva foi-me fulcral, nisto de entender não só a mágoa- mas a paixão e gratidão perante o sítio que te é casa, e que dá casa ao teu Macalhau, permitindo-te ter a tua carreira, a tua família e uma vida feliz, mas longe do local que te viu nascer. vieste equilibrar a minha perspetiva em inumeras frentes, e por respeitar macau- isso foi mais que justo-foi bom. obrigada também por seres um porto seguro na vida da joana- como amiga à distância dá-me um enorme conforto conhecer os vários personagens que sei serem importantes e essenciais para ela e prezo em conhecer todos aqueles que vejo serem reais fontes de apoio. acho que falo por todos os que acompanham amigos a longas distâncias quando digo que significa imenso saber que há este apoio, em pessoa, desse lado. além disso – e isto é algo redundante, já que és chef- cozinhas muita bem, pá!

devo admitir que seria desonesto pôr as próximas duas personagens no seguimento destes agradecimentos, sem as separar, pelo tempo esmagador que passei com elas e por ter vivido macau, em grande parte, em trio. não poderia deixar de agradecer à dupla que me acompanhou nesta viagem- do primeiro ao último dia, de sol a sol.

à minha sajara – obrigada por teres sido uma surpresa abismal nesta minha viagem e por voltares a gerar em mim- um retomar da escrita. obrigada pelas recomendações musicais, obrigada por me receberes no teu local de trabalho, por leres o meu livro e mo descreveres ao longo da montanha-russa que acaba por ser, obrigada pelos risos, pelo recreio, pelos karaokes de spice girls a bette davis eyes e por me mostrares músicas que são agora dolorosos lembretes da minha ausência macaense. obrigada pelas conversas profundas de tudo e nada, e pela paciência naquilo que são também os meus devaneios. obrigada pela coça abismal que levei quando jogámos à bisca e por alinhares nos clássicos jogos de “quem é que salvarias de cair de um penhasco?” ou questões altamente questionáveis sobre anões, durante horas, à beira-mar. obrigada por me deixares ser tia do caju e do crioulo, e por seres também tia da estrela. obrigada pelas palavras – escritas, cantadas, poetisadas que comigo vais partilhando, obrigada pelas tatuagens e pela tua forma despachada de viveres a vida. obrigada, acima de tudo, pelas horas de sono que sacrificaste e pelo precioso tempo que retiraste dos teus dias para me receber em macau- nunca vou tomar isso como garantido. estou muitíssimo grata, também, por seres um ponto de conforto e genuína amizade na vida da joana- oferece-me uma enorme paz saber que se têm uma à outra, para o que der e vier. e isso é, também, impagável.
não posso deixar de te agradecer também, com especial destaque, pela partilha criativa que fomos fazendo ao longo dos dias- como alguém que escreve, lê, e tem a música como especial interesse- não havia melhor pessoa com quem falar para tornar a fomentar o bichinho da criação narrativa, que tende a desaparecer, por entre as rotinas. agradeço-te, do fundo do coração, pelo tempo que disponibilizaste para com as minhas palavras, as minhas histórias e aquilo que vou, a pouco e pouco, criando. foste uma presença fascinante nesta minha fulcral viagem e continuo a dizer que tens o trabalho mais fixe de sempre. b r u t a l, diria. obrigada por, juntamente com a nossa merlini, me fazeres sentir em casa, a 11 mil quilómetros de distância, e por aceitares uma amiga da joana como um elemento honorário da vossa dupla. a minha vida dupla que deixo em macau- devo-a a vocês, e penso que essa será uma dívida para a vida. assim- anseio por te receber em lisboa e por me deixar ser guiada, por ti, ao plateau- talvez dessa forma possa voltar a sentir-me da mesma forma viva que senti – quando o palco foi nosso em cada karaoke.
até domingo, sajara. e boa noite ao caju e ao crioulo!

por último (e devo dizê-lo, já que viajei 11mil km por ti, mais importante),

à minha merlini– nem sei por onde começar neste meu agradecimento, mas por alguma palavra tenho de te introduzir- obrigada por me receberes num local tão realmente teu, como macau. obrigada por me receberes no local mais fixe em que alguma vez dormi- ser recebida numa barraca chinesa foi, sem qualquer ironia, a melhor opção cultural possível- e foi lindíssimo acompanhar o processo de aceitação da nossa presença, pela restante vizinhança. obrigada por teres sido a minha irmã/mãe/prima/namorada(?), nestas duas semanas e pouco. foi muitíssimo especial puder ter uma vida a duas, durante este período de tempo. obrigada pelas vezes em que acordei e tinhas lavado a roupa toda, e pelas vezes em que me deixaste pequenos bilhetes ou pequenos brindes macaenses. obrigada por partilhares os teus amigos, os teus locais e as tuas memórias comigo, ao longo de toda a minha estadia. obrigada por manteres sempre esse teu espírito alegre e por alinhares sempre nas pequenas parvoíces que vão surgindo no decorrer dos dias. agradeço-te imensamente pela companhia na disneyland e por teres sido uma ótima parceira com quem partilhar o sítio mais feliz do mundo (inclusive por teres alinhado ires às montanhas-russas). agradeço-te também por todas as vezes em que continuas a alinhar no cantar da nossa música, e por berrares SEMPRE e permaneceres SEMPRE extremamente dramática, tal como eu, na nossa fiel rendição da Total Eclipse of The Heart- prezo em saber que esse foi um dos primeiros grandes momentos, na nossa amizade, e puder experenciá-lo em todos os karaokes ou DJ sets é um círculo bonito nesta nossa relação. obrigada por me ires buscar a hong kong no meu primeiro dia em território chinês, mesmo sendo uma trabalheira enorme fazê-lo, e por me acompanhares até onde te deixaram, no caminho de volta a casa. obrigada pela tatuagem partilhada e por todas as conversas terapeuticas que partilhámos pós-noites e obrigada, ironicamente, por me pedires para ir a Zhuhai- embora desnecessário (e crazy ter sido no segundo dia em que estava desse lado) sei que o fizeste por acreditares que seria capaz- e por mais que não tenha amado a experiência – agradeço-te por acreditares em mim. agradeço-te também por todo o conflito que experenciámos juntas- parece uma parte que queremos evitar relembrar, mas penso que a nossa amizade puderá ganhar com isso. vivemos uma vida juntas, desse lado, e senti-me parte da tua vida macaense (e que raro privilégio é esse) e a realidade de viver traz também discordância- e superámos isso mesmo. obrigada por me dares uma casa- fisica e emocional, nos dias em que aí estive, e por teres partilhado tanto de ti comigo- não o tomo como garantido. obrigada por tentares, mesmo com a tua alergia a livros, ler algumas das minhas palavras (mesmo sabendo que Os Maias é too much), e por tentares ouvir as minhas músicas, mesmo quando te deprimem (sorry!). agradeço-te não só por me receberes como por seres alguém permanente na minha vida, desde o momento em que gritámos juntas, a pulmões abertos, as palavras da Bonnie Taylor, na festa de staff do DocLisboa, em 2021. aguardo pacientemente pelo dia em que nos tornamos a encontrar – provavelmente em lisboa, já que vou demorar a recuperar financeiramente desta viagem magnifica. obrigada jo, por me teres aceite como par e obrigada pelos dias que partilhámos- como dupla, trio, ou grupo. e devo dizer que tinhas razão, todas as vezes em que o disseste- voltei para portugal diferente. e não tenciono olhar para trás.

feitos os agredecimentos mais gerais – assumo que toda esta viagem veio relembrar-me da magia presente na vida – ter um blog diário reforçou, em mim, o quão diferente e especial é cada dia que vivemos. eu poderia fazer estes relatos diários dos meus afazeres, todos os dias – em portugal, em macau, ou qualquer outro sítio por onde deambulásse, já que, por mais monótono que seja, há algo sempre a retirar. com isto dito, foi, obviamente, um novembro atípico na minha vida nada nómada e assumo que macau me deu a melhor prenda que posso, enquanto autora, e como alguém cujo principal objetivo de vida é a escrita, pedir- macau deu-me vida, experiência e crescimento enquanto pessoa. Vivi, em macau — e, como se sabe, só depois de viver é que se escreve — é vivendo e consumindo a fruta crua da vida que se vai extrair o sumo. e tudo o que daqui retirei será para sempre parte de mim. além disso macau deu-me pessoas, e conversas, e momentos – e tudo isso carregarei todos os meus dias, como parte de mim, até à cova.

cada dia desde que retomei a território português que me tenho como um constante disco riscado, nisto de só falar de macau- um mês depois estou ainda a processar toda uma vida paralela que fica agora estanque, quieta, e inexistente. tenho pensado em macau, na ásia, e nas despedidas- tenho pensado no efémero da vida, e no livre arbítrio que, salvo as burocracias complicadas de regimes fronteiriços, nos permite fazer as malas e mudar de vida, de ares e de local de habitação. tenho pensado no leque gigante de habitats a que o ser humano pode pertencer, sem problema (biológico). tenho questionado a minha forte ambição de nunca abandonar portugal, e de nunca sequer ponderar uma vida fora deste país que me viu nascer. como todas as viagens, o devem fazer — estou ainda a lidar com uma enorme crise existencial, fruto daquilo que vivi a 11 mil quilómetros de distância. estou orgulhosa de mim, é claro, pelo que consegui alcançar através do meu trabalho e de um mísero salário – levei-nos à disney e posso dizer que já pisei solo chinês. levei-me à terra do moomin, para fazer escala, e fui à china procurar perucas, porque a joana me pediu para o fazer. toda esta viagem foi um reforçar de todo o trabalho pessoal que fui alcançando ao longo dos anos. e agora estou de volta- de volta a casa dos meus pais. de volta à faculdade (mesmo sendo segunda licenciatura- é de certa forma, dar um passo atrás) e volto a ter todas as responsabilidades que em viagem, obviamente, me eram outras. estou na crise de saber que macau que experenciei, por mais que real, foi um macau fruto de férias- foi um coloane temporário e uma taipa por umas semanas. foi hong kong por uns dias, e zhuhai por uns minutos. sei que tudo aquilo que experenciei foi, em parte, único, pelas condições em que lá fui. sei que não viverei um macau igual, de novo. e estou a aceitar que está tudo bem com isso, já que fui muito feliz, nestes dias- na disney, e nos risos de todos aqueles que tive o privilégio de conhecer. macau foi uma viagem que me marcará para o resto dos meus dias — pelos sítios, pela cultura, mas, mais que tudo, pelos momentos. ainda carrego a mágoa da despedida que ali recolhi, e sinto-o como parte fulcral destas nossas opções de mudar de vida, mas trago também tudo o que é e foi doce, naqueles dias. tenho saudades. acho que um mês depois, após muito digerir e processar consigo assumir que tenho saudades. tenho muitas saudades da vida que aí tive, e que receio não voltar a ter. portanto, por mais que esteja de volta a casa, rodeada por muitos dos meus, admito que estou ainda à espera de domingo, já que combinámos ir ao karaoke. portanto assim me despeço, por agora.

até domingo, macau. (e que chegue rápido)!
-guida

ps: A bizarre love triangle dos new order é das melhores músicas que alguma vez ouvi e é mágico aquilo que a partilha nos oferece, quando partilhamos um pouco de nós com os outros. ah- e sim! aqui têm um video deste meu mês! obrigada por me acompanharem, neste meu crescer!


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