novembro em macau – dia 17

acordo pela última vez no barraco a que chamei casa nestes últimos 17 dias. adormeci, pelo cansaço extremo da noite anterior e pouco depois fui para o barraco da cozinha/casa de banho, onde acabei de fazer a mala – foi muito mais dificil do que antecipava. tanto pela parte emocional, como pelo volume e número de coisas que anseio levar comigo para portugal – lembranças e coisas, que me ocupam muito mais espaço de mala, do que outrora previa.

comi pela ultima vez- o pequeno-almoço que aprendi a amar – o fantástico pão com queijo e ovo, antes de fechar pela última vez- o cadeado que fecha o barraco. despedi-me daquelas paredes e até das nossas vizinhas – que nos primeiros dias nos olhavam com estranheza, e que no último dia, ao verem-me sair com malas- me disseram “goodbye”, carinhosamente, como se partilhássemos esta vila de barracos há gerações.

já não teria muito tempo, antes de ser hora de ir para hong kong, então partimos diretas a macau, para a minha derradeira despedida com a nossa fiel sajara- entre sorrisos, promessas de um karaoke para breve, e um único partilhado abraço, despedimo-nos – a homóloga margarida parte para continuar a trabalhar, eu continuo a viagem para partir para hong kong. ambas (penso que possa falar por ti, vidinha) um pouco destroçadas, já que despedidas, quaisquer que sejam as suas dimensões, são sempre um sentir intenso e em macau – uma infeliz constante.

opto por pagar um bilhete um pouco mais caro, que me levará diretamente ao aeroporto de Hong Kong- em contra-partida poderia ir até Hong kong e trocar de autocarro – esse sim para o aeroporto – seria mais económico mas estando sozinha e carregada – optei pelo bilhete mais caro, mas mais descansado. eu e a joana fomos atrasando a nossa inevitável despedida, até ser a minha altura de entrar no autocarro. despedimo-nos, sem saber bem como, e parti para Hong Kong.

à chegada ao aeroporto, e depois de ter de despachar a minha mala (90€), por ter peso a mais, parti para o avião, com destino a helsinki. como sempre – consumi imenso sumo de mirtilo, e vi o Better Man – biografia do Robbie Williams, em que ele é um macaco- foi melhor do que estava à espera.

até já,

guida, a caminho de casa.


caixa de correio vazia? eu ajudo!

prometo que não será um spam louco, já que tendo a procrastinar no escrever destes textos. se quiseres um lembrete sempre que decidir partilhar palavras com o mundo, basta emprestares-me o teu e-mail, na caixinha abaixo. obrigada por seres um leitor!


Comentários

Deixe um comentário