saudações caríssimos,
cada dia começa a ter agora um gostinho diferente- mesmo tendo ainda uns quantos dias por aqui- já começo a sentir a despedida e passo a ter, de vez em quando, uma maior presença daquilo que são responsabilidades, planos e coisas a fazer em lisboa. este mundo onde pareço pertencer vai tendo quebras, ao olhar para o relógio ou ver que dia é. a viagem que anteriormente parecia ser enorme e ridiculamente grande sabe-me agora a pouco. tenho-me focado no dia-a-dia para garantir que continuo a apreciar e usufruir de todo o meu tempo aqui, mas a presença do relógio a passar não me é, de todo, indiferente.
de qualquer forma – ainda cá estou – e como tal planeio continuar a contar-vos cada passo desta minha jornada. hoje, caros leitores, como sempre, o dia começa no barraco – tratámos e estendemos a roupa suja numa das várias cordas para o efeito; fomos tomar o pequeno-almoço em puro uniforme barraqueiro – meias e chinelos e roupa de pijama, acompanhados pela nossa amiga especialmente bem vestida (vidinha, antes de ir para o trabalho). ainda fizemos uma pequena paragem na sua casa, onde pude conviver um pouco mais com os meus sobrinhos animais- caju e crioulo- nunca é um mau dia quando se começa a rotina com estes dois seres absolutamente adoráveis.
depois de separar-mos caminho com o nosso terceiro elemento, eu e a joana fomos comer a um centro de reformados macaenses, onde se come um incrível minchee – um dos mais reconhecidos pratos tradicionais macaenses – e foi muitoooooo bom – recomendo pesquisarem mais sobre esta refeição mas, em suma, consiste em carne moída, batata frita em cubos pequenos, um ovo estrelado e arroz. além de ter sido uma experiência gastronómica muito interessante, o próprio local onde comemos e o menu (algo sempre interessante a espreitar, visto que muitas vezes dá para rir)- foi um ótimo almoço.
depois de alimentadas- fui turista pela taipa e andei, como tenho feito nos últimos dias, há procura de prendinhas e lembranças para toda a gente.
já no final do dia fui ter com a vidinha e com a joana a um antigo centro artístico (agora é um espaço vazio, com duas mesas e umas cadeiras) onde ficámos a falar.
um pouco mais ao anoitecer eu e a joana fomos recebidas na casa da rita (pires, já que há várias ritas), que teve a enorme simpatia de nos cozinhar uma refeição e nos ter para jantar, em casa dela e das suas incríveis gatas – amei-as às duas. muito obrigada pela simpatia e disponibilidade de me receberes em tua casa, rita ❤
no final da refeição retomámos ao barraco, para fecharmos mais uma das poucas noites que tenho restantes.
algo que noto, também, em macau e hong kong é o fluxo imparável de trabalho. não há lixo nas ruas, já que estão constantemente a ser limpas, não há estradas estragadas, sendo que estão sempre a ser arranjadas, não há relvas por aparar, já que estão sempre a ser aparadas e não há sítios a precisar de trabalho, que não estejam já a ser trabalhados- esta minha surpresa talvez venha de um défice português, em algumas destas áreas, mas foi, de facto, uma forma de vida bastante diferente, e notável, nestas regiões.
até já, fieis leitores,
guida, macau.





















































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