novembro em macau – dia 11

saudações caros leitores,

hoje falo-vos de um dia um pouco mais calmo, em termos emocionais. foi o primeiro dia desta viagem em que senti mesmo que não tinha energia suficiente para acompanhar a vida macaense – acho que na verdade estava fisicamente cansada e isso acabou por puxar o meu humor um pouco para baixo – mas o dia eventualmente ficou positivo e acabou bem, dentro dos possíveis. no meu pequeno momento de quebra (e quando a diferença de horário assim o permitiu) liguei à minha mãe, e fizemos companhia uma a outra- eu no pós-almoço; ela no seu pequeno-almoço e trajeto ao trabalho- a 11.000 km de distância. obrigada mãe – foste um lembrete de casa, e hoje estava a precisar disso.

aproveitando a breve menção de casa – conto-vos também que eu e a joana fomos almoçar ao Lusitanos que, tal como o nome indica, é um restaurante de comida tipicamente portuguesa – dei por mim em macau a comer um bitoque, e a pedir uma bica no final da refeição- tudo está certo no mundo.

depois do almoço a joana foi dar aulas e eu fui procurar lembranças para as minhas pessoas, na terra natal – não tive muito sucesso, mas acabei por ver sítios giros, e sempre foi bom andar a explorar por aí. aproveito para mencionar algumas das diferenças culturais que mais noto e que mais me fascinam, pela sua diferença.
uma das mais fascinantes sensações que senti nos últimos tempos foi a segurança, ao andar pela rua – sendo dia ou sendo noite – sozinha ou acompanhada. andar por macau, taipa, coloane (e até mesmo hong kong, mas sobre tal área acabei por não explorar muito, sozinha) é semelhante a andar pelas ruas de uma aldeia onde se cresceu – especialmente sendo mulher isto foi uma situação estranha de sentir – andar pela cidade com a segurança de andar em casa – foi refrescante e foi uma incrível surpresa.

isto deve-se, no entanto a vigilância constante nas ruas e em todo o lado – o crime na china – pelo exurbitante número de câmaras e provas de vídeo – não compensa ou não justifica o risco- no geral, a china acaba por ser um local confortável, a qualquer hora do dia. com isto dito- há, obviamente, um número enorme de presença e propaganda policial espalhada por todo o lado.

alguns outros exemplos sobre a confiança e segurança que observo diariamente, por macau, são:

  • muitas crianças que viajam completamente sozinhas e autónomas de casa até à escola (e no percurso escola-casa);
  • os estafetas de diversas entregas de comida/serviços, que tendem a deixar as motas ligadas com a chave na ignição e com os capacetes soltos enquanto vão recolher o produto dentro dos restaurantes/lojas- é extremamente comum ver motas ligadas espalhadas pela cidade – a segurança de saber que ninguém vai roubar é uma liberdade extrema, e constante;
  • puder ir à casa de banho ou fazer o que quer que seja e deixar o computador, a câmara e quaisquer outros pertences que tenha na mesa de café e saber, sem qualquer dúvida, que quando voltar – ali estará tudo, tal como deixei é só i n c r i v e l.

depois da minha deambulação (e depois de acompanhar a joana de uma escola para outra) o plano passa a ser um jantar de família de amigos – um hábito simples mas extremamente bonito, dentro da comunidade portuguesa, em Macau – sempre que a família de alguém do grupo visita – todos se juntam para a conhecer. desta vez o objetivo era conhecer os pais da chica!

antes do jantar encontrei-me com a vidinha no fafafafa (um bar em Macau) e pedimos uma cerveja (neste bar a cerveja vem sempre com tremoços – os tremoços não se pagam – isto fez-me ponderar ir viver para macau) até à joana acabar o trabalho, para pudermos ir as três juntas para a refeição, que será – uma vez mais- no famoso Cais 22.

foi um jantar simpático, de algumas conversas, alguns noodles, e de um calmo convívio e gostei de puder fazer parte, ao longo desta minha visita, de uma comunidade pálpavel que se gera neste território – 10 portugueses numa mesa – a falar, rir, comer e beber – enquanto se fala de portugal, macau, china e mil e uma viagens que as fronteiras ao redor oferecem.

depois de algum cansaço – fomos para casa. e nem me lembro de adormecer. caí de cansaço na cama. e que bem que dormi.

obrigada por mais um dia, e mais um acompanhar desta narrativa.
até já,

guida, macau.


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Comentários

Uma resposta a “novembro em macau – dia 11”

  1. guidaaaa amei tanto este capítulo sabes… a maneira como descreves as coisas é perfeita eu sinto mesmo que estou lá. e as fotos neste post?? MEU DEUS muito muitoooooo boas

    chocante essa parte da segurança! sao esses pequenos pormenores que “só sabe quem lá esteve” que eu amo!! e vi um tiktok desse restaurante ontem ahahah que coincidência

    “HOTEL SINTRA” ja sei onde irei estar quando for aí ✋️🙂‍↕️

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