saudações prezados leitores,
este dia também começou (conforme o dia 8) com uma tentativa falhada de estudar química. acordei um pouco mais tarde, comi coco puffs e só perto da hora de almoço é que comecei a mover-me para a taipa, onde a joana estava a dar aulas, e onde combinámos encontrar-nos para almoçar no IKEA (adição relativamente recente, em Macau. antes- quando alguém se mudava de casa – a malta ia a Hong Kong comprar coisas).
depois de tentar entender como chegar a esta escola onde a joana dava aulas (15 minutos a pé, depois de 20/25minutos de autocarro), a joana diz que precisa imenso de café – volto então para trás (mais 15 minutos a pé, exatamente por onde acabei de vir) e 15 minutos de novo. apresento-me como um ponto suado que anda apressadamente pela taipa – surjo ao pé da joana com dois cafés nas mãos e caminhamos para o centro comercial onde o IKEA está localizado (a 3 minutos a pé da escola onde dá aulas).
é também neste almoço que a vida vai acontecendo – aqui neste espacinho da internet vou partilhando o que vi, ouvi e experenciei nesta viagem, mas confesso que me senti, na maioria das vezes, uma residente de macau, e não tanto uma turista – a rotina que fui experenciando entre a vida de trabalho daqueles que me rodeavam e os momentos de lazer/convívio ofereceu-me um retrato vivo duma rotina macaense- a vida foi acontecendo, deixando de parecer uma viagem, mas sim um conhecer de outra vida. como é normal na vida rotinosa, no entanto, houveram conflitos, e este foi o primeiro dia em que estes foram verbalizados. como todos os bons amigos – eu e a joana tivemos uma breve discussão, na fila para as almôndegas (não sobre as almôndegas), mas depois de uma conversa e de uma troca de opiniões e lados – lá fizemos as pazes, e depois das aulas da tarde dela – continuei a esperá-la com dois baldes de café. é de notar, nesta viagem e na viagem de viver, que conflito não só é bom, como essencial – aceitar que por vezes podemos sentir mais do que felicidade e amor pelas nossas pessoas (mágoas, tristeza, raiva) é complicado, mas cada experiência é boa para ir treinando isso. está tudo bem em haver discordância e diferentes pontos de vista – isso vem com todas as relações humanas – sentimos, exteriorizámos e resolvemos tudo e a nossa amizade fortaleceu-se por isso. este foi um pequeno anexo, mas achei importante referir – nem tudo foi turismo, mas tudo oferece algo.
voltando às almondegas – foi tudo baratíssimo – uma refeição com 10 almondegas + puré + vegetais e molho ficou-nos apenas por 29 patacas
(+/- 2,90€) – fiquei muito feliz com esse preço, admito – uma autêntica pechincha. foi também engraçado ver alguns dos peluches que Macau vai tendo e que ainda não chegaram a portugal – se tivesse espaço na mala ia haver estrago – peluches bastante adoráveis.
enquanto a joana trabalhava eu continuei na minha curiosidade europeia – a ver supermercados com diferentes produtos, a descobrir as imensas lojas de brinquedos e variadíssimos tipos de coisas – perdi completamente a noção do tempo ao explorar este centro comercial, até à joana me ligar e dizer que já tinha acabado o seu serviço como professora. comprei uma bola surpresa do pingu.
(vale a pena notar que a partir de hoje macau começa a ficar mais difícil de explorar, pelo evento que se aproxima – Grand Prix Macau 2025 (13-16 Nov) – um evento que torna todo o território macaense numa pista de carros e motas de alta velocidade – além de ser extremamente inoportuno para toda a gente que anda por macau – seja a pé, seja por transportes – este evento impossibilita qualquer conversa que se possa tentar ter, durante as corridas e os testes – não surpreende ninguém, mas o som que vem de motas e carros de competição é absurdamente alto.)
o objetivo era então irmos ter com a nossa companheira de aventuras – vidinha – eu com um latte de caramelo e a joana com um cappuccino com oat milk – a pé até ao ponto de encontro, no centro de macau. entre aventuras e contornos de pista, encontrámos um pequeno cão – nestes casos dá jeito ter uma amiga extrovertida, já que se estivesse sozinha teria visto o pequeno cachorro de longe, mas com a companhia da joana fomos falar com a dona do pequeno, que imediatamente me perguntou “do you want to hold him?”. dei por mim com um cãozinho ao colo, e o mundo nunca pareceu mais belo (desculpa estrela!).
já com a vidinha a nosso lado – caminhámos até ao Bella Taipa – um restaurante italiano com vista para a vila – e partilhámos traumas, histórias, e muitas conversas – as três sozinhas na esplanada – falámos de literatura, de arte, de vida e de tudo um pouco. foi uma noite muito bonita e calma, e a comida estava boa. no final de tudo – partilhámos táxi para casa, e assim se fechou um dia.
aproveito para referir que nenhum grupo de fotos alguma vez vai chegar para fazer jus a macau, a hong kong e a tudo aquilo que fui vendo e captando. para onde quer que vá – todas estas regiões parecem ser pura cinematografia – como se aquilo que vivesse fosse já arte, só por existir. estas cidades-musas são as mais fáceis de captar – cada frame é uma moldura, cada pessoa um toque de cor. foi rico puder experenciá-lo.
obrigada por me acompanharem (e desculpem a demora na publicação – viver e retratar está a ser um multitask complicado),
guida, macau.












































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