novembro em macau – dia 9

saudações prezados leitores,

este dia também começou (conforme o dia 8) com uma tentativa falhada de estudar química. acordei um pouco mais tarde, comi coco puffs e só perto da hora de almoço é que comecei a mover-me para a taipa, onde a joana estava a dar aulas, e onde combinámos encontrar-nos para almoçar no IKEA (adição relativamente recente, em Macau. antes- quando alguém se mudava de casa – a malta ia a Hong Kong comprar coisas).

depois de tentar entender como chegar a esta escola onde a joana dava aulas (15 minutos a pé, depois de 20/25minutos de autocarro), a joana diz que precisa imenso de café – volto então para trás (mais 15 minutos a pé, exatamente por onde acabei de vir) e 15 minutos de novo. apresento-me como um ponto suado que anda apressadamente pela taipa – surjo ao pé da joana com dois cafés nas mãos e caminhamos para o centro comercial onde o IKEA está localizado (a 3 minutos a pé da escola onde dá aulas).

é também neste almoço que a vida vai acontecendo – aqui neste espacinho da internet vou partilhando o que vi, ouvi e experenciei nesta viagem, mas confesso que me senti, na maioria das vezes, uma residente de macau, e não tanto uma turista – a rotina que fui experenciando entre a vida de trabalho daqueles que me rodeavam e os momentos de lazer/convívio ofereceu-me um retrato vivo duma rotina macaense- a vida foi acontecendo, deixando de parecer uma viagem, mas sim um conhecer de outra vida. como é normal na vida rotinosa, no entanto, houveram conflitos, e este foi o primeiro dia em que estes foram verbalizados. como todos os bons amigos – eu e a joana tivemos uma breve discussão, na fila para as almôndegas (não sobre as almôndegas), mas depois de uma conversa e de uma troca de opiniões e lados – lá fizemos as pazes, e depois das aulas da tarde dela – continuei a esperá-la com dois baldes de café. é de notar, nesta viagem e na viagem de viver, que conflito não só é bom, como essencial – aceitar que por vezes podemos sentir mais do que felicidade e amor pelas nossas pessoas (mágoas, tristeza, raiva) é complicado, mas cada experiência é boa para ir treinando isso. está tudo bem em haver discordância e diferentes pontos de vista – isso vem com todas as relações humanas – sentimos, exteriorizámos e resolvemos tudo e a nossa amizade fortaleceu-se por isso. este foi um pequeno anexo, mas achei importante referir – nem tudo foi turismo, mas tudo oferece algo.

voltando às almondegas – foi tudo baratíssimo – uma refeição com 10 almondegas + puré + vegetais e molho ficou-nos apenas por 29 patacas
(+/- 2,90€) – fiquei muito feliz com esse preço, admito – uma autêntica pechincha. foi também engraçado ver alguns dos peluches que Macau vai tendo e que ainda não chegaram a portugal – se tivesse espaço na mala ia haver estrago – peluches bastante adoráveis.

enquanto a joana trabalhava eu continuei na minha curiosidade europeia – a ver supermercados com diferentes produtos, a descobrir as imensas lojas de brinquedos e variadíssimos tipos de coisas – perdi completamente a noção do tempo ao explorar este centro comercial, até à joana me ligar e dizer que já tinha acabado o seu serviço como professora. comprei uma bola surpresa do pingu.

(vale a pena notar que a partir de hoje macau começa a ficar mais difícil de explorar, pelo evento que se aproxima – Grand Prix Macau 2025 (13-16 Nov) – um evento que torna todo o território macaense numa pista de carros e motas de alta velocidade – além de ser extremamente inoportuno para toda a gente que anda por macau – seja a pé, seja por transportes – este evento impossibilita qualquer conversa que se possa tentar ter, durante as corridas e os testes – não surpreende ninguém, mas o som que vem de motas e carros de competição é absurdamente alto.)

o objetivo era então irmos ter com a nossa companheira de aventuras – vidinha – eu com um latte de caramelo e a joana com um cappuccino com oat milk – a pé até ao ponto de encontro, no centro de macau. entre aventuras e contornos de pista, encontrámos um pequeno cão – nestes casos dá jeito ter uma amiga extrovertida, já que se estivesse sozinha teria visto o pequeno cachorro de longe, mas com a companhia da joana fomos falar com a dona do pequeno, que imediatamente me perguntou “do you want to hold him?”. dei por mim com um cãozinho ao colo, e o mundo nunca pareceu mais belo (desculpa estrela!).

já com a vidinha a nosso lado – caminhámos até ao Bella Taipa – um restaurante italiano com vista para a vila – e partilhámos traumas, histórias, e muitas conversas – as três sozinhas na esplanada – falámos de literatura, de arte, de vida e de tudo um pouco. foi uma noite muito bonita e calma, e a comida estava boa. no final de tudo – partilhámos táxi para casa, e assim se fechou um dia.

aproveito para referir que nenhum grupo de fotos alguma vez vai chegar para fazer jus a macau, a hong kong e a tudo aquilo que fui vendo e captando. para onde quer que vá – todas estas regiões parecem ser pura cinematografia – como se aquilo que vivesse fosse já arte, só por existir. estas cidades-musas são as mais fáceis de captar – cada frame é uma moldura, cada pessoa um toque de cor. foi rico puder experenciá-lo.

obrigada por me acompanharem (e desculpem a demora na publicação – viver e retratar está a ser um multitask complicado),

guida, macau.


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Comentários

Uma resposta a “novembro em macau – dia 9”

  1. Olá de novo!! Finalmente a por a leitura em dia. Tinha saudades

    eu quero guardar todas as fotos que tiras. meu deus guida tou passada. quando tivermos juntas (soon plsss) vais mesmo levar um interrogatório de mil perguntas!

    acho que viajar e sentires que já fazes parte do lugar, como se morasses lá, é sempre dos meus objetivos quando viajo! claro, ser turista tambem eheh, mas quando entras na rotina no outro lado do mundo é como um “escape” e es alguem diferente. foste a guida de macau. aiiii um dia serei eu

    esse preço pela comida…….meu deus quero. e O GACHA DO PINGU!!!!! eu sei for sure que ia deixar todas as minhas poupanças nesses bonequinhos surpresa ,, FOSTE FORTE GUIDA!

    amei<3

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